O novo modelo não trouxe a revolução pedagógica que tinha sido anunciada.

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Opinião – Teresa Pinheiro

Apreciação dos resultados do inquérito sobre a implementação do novo MEPP


Verificou-se que apenas uma pequena percentagem de docentes e/ou investigadores(as)
reconheceu benefícios na implementação do actual modelo de ensino:

  • Apenas 14% concorda que o regime de lecionação por períodos facilitou a sua gestão de tarefas, contrastando com uma maioria de 63% que pensa exactamente o oposto;
  • Só 4% afirma que o tempo dedicado à docência diminuiu, enquanto que cerca de 60% afirma o contrário;
  • Apenas 16% reconhece que o novo modelo de ensino e práticas pedagógicas facilitou a aprendizagem dos alunos contra uma maioria de 58% que manifesta a opinião contrária;
  • Só 11% concorda que o regime intensivo por períodos facilitou a aprendizagem dos alunos enquanto que 65% afirma que dificultou;
  • Só 15% reconhece que houve um aumento da assiduidade às aulas, tendo diminuído para 48% dos inquiridos.

As opiniões sobre a introdução de novas aprendizagens expõem também, por uma larga maioria, a irrelevância deste novo regime:

  • 75% já utilizava plataformas digitais;
  • 68% já utilizava técnicas de aprendizagem activa;
  • 72% já usava métodos de avaliação compatíveis com as formas de avaliação contínua.

Em conclusão, o novo modelo não trouxe a revolução pedagógica que tinha sido anunciada. Se por outro lado acrescentarmos aos resultados do inquérito a intensidade da carga lectiva, o stresse sentido por muitos docentes e alunos, o aumento da duração do período lectivo anual, a ausência real de descanso entre períodos, somos obrigados a concluir que o novo regime corresponde a um autêntico desastre pedagógico.

Por isso, propomos que a questão do retorno ao antigo regime semestral seja debatida nos órgãos de escola. De outro modo arriscamo-nos que a curto e médio prazo a reconhecida qualidade do ensino e do nível de formação na nossa escola fiquem seriamente comprometidos.

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